Polícia
‘Fio do Bigode’ liderava grupo de extorsão que atuava há 1 ano em Campo Grande
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(Reprodução, PF)

O grupo que teve R$ 10 milhões bloqueados pela Justiça Federal durante a Operação Nexum atuava há pelo menos doze meses em Campo Grande. Dois homens foram presos pela PF (Polícia Federal) e um terceiro foi submetido a monitoramento eletrônico nesta quarta-feira (9).

Mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, além das prisões, com apoio da Receita Federal. No bairro Los Angeles, na casa do pai de um dos investigados, foram apreendidos eletrônicos e perfumes.

Conforme apurado  a organização criminosa atuava há pelo menos um ano em Campo Grande, com a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai, vendidas de forma parcelada e informal.

Em caso de inadimplência, os investigados faziam as cobranças com ameaças aos clientes e até exibiam armas de fogo. O grupo também é investigado por agiotagem, extorsão, tráfico de drogas, crimes relacionados a armas de fogo e lavagem de capitais.

‘Victor – Fio do Bigode’

Um dos alvos da Operação Nexum identifica-se como “Victor – Fio do Bigode” nas redes sociais, onde revela uma vida de ostentação. Inclusive, há quase um ano, o investigado usou seu perfil para publicar vídeo brincando de ser preso.

Com 35,7 mil seguidores na rede social, Victor afirma que vende produtos de alto padrão e possui crediário próprio, semanal ou quinzenal. Algumas das publicações revelam a ostentação de uma vida de luxo, com viagens para Fernando de Noronha, cruzeiro pelo litoral do Brasil, Jericoacoara e outros estados brasileiros.

Em outubro, Victor publicou um vídeo brincando de ser preso. “Mercado em choque: Fio do Bigode detido por segurar o estoque do iPhone 17 Pro Max”, escreveu o investigado, simulando manchete de um jornal.

Investigações

De acordo com a PF, a operação visa reprimir um grupo suspeito de promover a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai e vendê-las de forma parcelada e informal. Posteriormente, os criminosos cobravam as dívidas com ameaça e, inclusive, usando arma de fogo de grosso calibre.

As investigações identificaram que o grupo divulgava as mercadorias nas redes sociais e cobrava os clientes com ameaças. Eles também teriam feito empréstimos informais e praticado extorsão. Além disso, a polícia identificou indícios de tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais.

A Operação Nexum conta com mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul e apoio da Receita Federal.

Por: Midiamax

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